terça-feira, 8 de setembro de 2009

Início de que?

Ontem entrei rapidamente no Twitter para deixar um recadinho para a querida Erika e sem pensar escrevi uma frase que mesmo após eu ter desligado o computador, ficou a atormentar meu pobre e gasto juízo.


Fim do feriado, início de???


Sempre temos a idéia de que quando uma coisa chega ao fim, algo novo ocupa seu lugar. Objetos, programas de televisão, trabalhos e até mesmo pessoas são de alguma forma substituídas. Claro que você não encontra outra mãe, outro filho, mas encontra sim sentimentos que lhe trazem de volta a sensação que sentia quando estava junto das pessoas que perdeu.

Após ter fechado o Twitter refleti sobre o feriado que simplesmente passou. Digo isso porque ele literalmente passou por mim sem que eu o tivesse notado. O fato de mais uma vez não ser desejado entre meus familiares me fez regredir e perder o pouco que tinha avançado em meu fortalecimento.


Na quinta-feira o Dennys, meu primo veio aqui colher minha assinatura para alguns contratos que estavam pendentes na agência. Foi muito bom revê-lo, mas após sua partida, por vários momentos desejei que ele não tivesse vindo.

Como ele chegou por volta das nove horas, consegui convencê-lo a ficar o resto do dia e assim me por a par de tudo que acontecia em São Paulo. A carência era tão grande que pensei estar preparado para todo tipo de conversa ou revelação. Maldita seja a hora que desejei isso.

Sentindo-se um pouco constrangido, me revelou que na sexta-feira toda a família desceria para a casa de meus pais em Ilha Bela para mais uma vez se reunirem em torno do tio Pedro que não esta muito bem. Mesmo ele me contando o estado de saúde do tio Pedro, tenho que admitir que não registrei suas palavras e pela primeira vez percebi que pouco me importei se ele estava bem ou mal.


Ilha Bela me desperta uma magoa tão grande que só a menção de seu nome já faz escurecer meus pensamentos. Era um dos locais preferidos de meus pais durante minha infância. Tenho centenas de fotos e milhares de lembranças daquele local. Até ai nenhum problema não é mesmo. Um local paradisíaco, pessoas quase sempre amáveis, sorridentes e uma infância feliz. Sim seria perfeito se deixássemos de fora o fato de meus pais terem comprado uma casa em Ilha Bela a mais de quatro anos e eu não ter nem idéia de onde ela fica.

Não existe nenhum impedimento entre os familiares que os proíba de me darem o endereço. O que existe na verdade é minha tola esperança de que um dia serei convidado por meus pais para me juntar a eles num final de semana na sua nova casa que já nem é assim tão nova, afinal já faz quatro anos que ela existe.

Minha frustração em não conhecer essa casa é tamanha que desde que tomei conhecimento de sua existência, nunca mais coloquei os pés na Ilha.

No final da tarde o Dennys retornou para São Paulo e eu que estava desanimado com a perspectiva de um feriado em branco, perdi por completo o desejo de reverter tal quadro. Como um sádico infringi a mim mesmo uma requintada sessão de tortura ao imaginar o que poderia estar se passando com todos eles em Ilha Bela.

Por tantas vezes imaginei diálogos, situação e cheguei até a formar em minha cabeça as paredes, cores e formas da tal casa. Em momentos mais sombrios cheguei a invejar a doença do meu tio e desejei para mim tal provação só para ter de volta o carinho e atenção de pessoas que por mais que eu queira, não consigo esquecer. Claro que não pude deixar de pensar se caso eu hoje caísse enfermo conseguiria a atenção de algum deles.

Os dias se passaram sem que eu tomasse conhecimento. Fiquei tão absorvido por sentimentos de autoflagelação que quando dei por mim o feriado tinha se acabado. E foi ai que passei a me perguntar o que vem depois? E depois? E depois?...


4 comentários:

  1. Passei, li, e observei!

    Abraços meu rapaz!

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  2. Faço presente minha presença, ainda que um pouco ausente.
    Após um certo período fatídico, ou seja, sem net... Estou de volta! ^^
    Passando aqui pra atualizar o meu conteúdo e pra saber de você também (claro!).

    Abraços!

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  3. Olá, Rodrigo.

    Cá estou novamente a ler seus relatos e desabafos. Gostaria de poder dizer-te palavras bonitas e ter um discurso confortador na ponta da língua, mas sei que há momentos que um simples "estou aqui se precisar" pode ser mais eficiente que um mundo de palavras.

    Não sei por quê, mas hj senti vontade de saber notícias suas, passei pelo twitter p/ deixar um "oi", mas na última hora decidi vir aqui ver se havia algo novo.

    Então, força rapaz! Qualquer coisa, eu estou por aqui.


    Forte abraço.

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  4. Querido fiquei muito feliz com seus comentarios no meu pequeno diario louco da net(mais conhecido como blog rsrsrs)! Você é sempre muito gentil e atencioso comigo e isso me faz um bem enorme.fiquei imaginado como deve ser para você querer estar entre seus familiares,desfrutar de momentos felizes com eles e cheguei a uma conclusão. Se esses momentos ainda não aconteceram acho que ainda não chegou a hora certa.Quando for hora A proximidade vai acontecer se ainda há amor da sua familia para você esse momento vai chegar.Querido eu sempre tive um péssimo relacionamento com minha familia,e decidi que minha familia são pessoas que eu amo independente de laços de sangue. Eu nasci e cresci sendo apontada como a filha da maluca ou como muitos parentes diziam "a sapatão".Quando minha mãe se matou muitos parentes disseram que eu morreria como ela que esse "problema era genético".imagina você tendo dez anos e ouvir uma coisa dessas? esses são meus queridos parentes.Eu não me importo com o que dizem de mim ou o que pensam,as pessoas falam muito e esquecem que Deus vê tudo e que a justiça sempre e feita. Querido eu quereo muito ver você feliz com ou sem famila.saiba que sempre vou estar aqui,pensando em você e te mandando boas energias! um beijo grande e tenha fé!

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