Ontem em minha aula de Desenvolvimento Mediúnico, realizamos uma tarefa que se mostrou alem de importante e esclarecedora, também muito prazerosa.Sobre o grupo:
Hoje contamos com um pequeno grupo de estudos que somando nossos mestres e auxiliares chegamos a um número que varia em cada aula entre 15 a 18 pessoas. Problemas pessoais afastaram parte do grupo que vez ou outra aparecem por lá para matar a saudades e participar das atividades.
Nossas reuniões acontecem semanalmente e tem duas horas de duração, sendo a primeira hora de aula teórica com estudos de livros e artigos e a segunda com o estudo prático da mediunidade em suas diversas formas. As mais freqüentes são Psicofonia, Clarividência, Psicografia, Pictografia (faculdade mediúnica essa que no momento só eu venho desenvolvendo dentro desse grupo) entre outras.
Somos todos Espíritas Kardecistas.
A Tarefa:
Ontem após o termino da aula teórica, nosso professor se dirigiu para fora do nosso circulo e pediu que fizéssemos o já tradicional relaxamento enquanto ele recebia orientação sobre a tarefa do dia. Foi feito então uma oração para que todos se tranqüilizassem e se desligassem das preocupações do mundo exterior. Ao som de uma suave melodia fomos nos conectando um a um a espera da orientação que viria do plano espiritual.
Nosso mestre então disse que a tarefa do dia seria de socorro. Que de início a espiritualidade nos mostraria um quadro e que depois de formado iríamos até esse local prestar atendimento.
Quando ele pediu para que nós, os médiuns do grupo fossemos relatando o que estávamos vendo ou sentindo houve um pequeno desencontro no relato de algumas pessoas. Eu que dessa vez não fui para a mesa com meu bloco de desenhos para desenvolver a tarefa de Pictografia, fui solicitado por nosso professor que fez o seguinte pedido:
Rodrigo imagine que está com seu caderno de desenho nas mãos e ao invés de pintar o que esta vendo, você vai nos relatar. Eu que assim como o grupo também vinha sentindo uma dificuldade de reconhecer o ambiente que nos era mostrado, assim que fiz a associação que me foi pedida, imaginado ter um lápis em minha mão vi então uma pequena transformação no plano astral.
Fui relatando tudo o que eu estava vendo para ajudar a direcionar o grupo na tarefa que teríamos a seguir.
De início eu vi um longo corredor, de paredes estreitas e sujas. Segui por esse corredor e logo vi algo que me pareceu ser um galpão, ou um deposito. Via muitas coisas empilhadas, armazenadas, mas ao mesmo tempo uma enorme confusão. A estrutura estava gravemente comprometida e eu sentia uma grande ardência no corpo. Era como se tudo ali pegasse fogo.
Nesse momento parei com o relato e meus colegas então começaram a prestar socorro às vitimas que se encontravam presas entre as ferragens. A sensação de medo e desespero daquelas entidades tomou conta de toda nossa sala e junto com a equipe espiritual fomos socorrendo a todos com doações de fluidos, levando a elas o esclarecimento de que aquela tragédia já havia ocorrido há muitos anos e que eles não deveriam mais se apegar aquela dor, que deveriam se libertar e seguir com os socorristas do plano espiritual. Que lá suas feridas seriam curadas e receberiam o entendimento necessário para seguir adiante em sua evolução espiritual.
Enquanto meus colegas incorporavam algumas dessas entidades mais necessitas, eu fixei meus pensamentos naquele local e percebi que lá não existiam somente vitimas, mas que os responsáveis por todo aquele sofrimento também estavam ali, só que não em busca de socorro, mas sim prendendo as entidades e se alimentando de todo o sofrimento.
Para não interromper o atendimento segurei essa informação e só após o termino do socorro que relatei a segunda impressão que tive sobre a tarefa que se encerrava. Relatei ao nosso professor e aos demais colegas que vi entidades muito perturbadas, que tentavam dificultar nosso socorro porque elas não aceitavam o que fazíamos, libertando assim aquelas almas que eles vinham castigando há tantos anos. Contei também que tentaram nos repelir, mas vendo que estávamos em maior numero e que nosso trabalhado recebia toda a proteção do plano maior eles não tiveram outra alternativa e foram obrigados a fugir e se esconder.
Nosso mestre então nos deu o esclarecimento final sobre o que havia acontecido. Que fomos levados a uma pequena aldeia na idade média que havia sido saqueada por membros do Clero. As pessoas foram trancadas dentro do deposito comunitário que mantinham na vila e lá morreram num grande incêndio provocado por seus algozes.
Que fomos em socorro a essas entidades e que atendemos não só as que deram comunicação através da incorporação pelos médiuns, pois essas foram somente as mais apegadas e precisavam alem do socorro também de um choque com o plano material, por isso a comunicação através dos médiuns, mas que nossos amigos do plano espiritual estiveram presente durante toda a tarefa e eles sim atenderam o maior numero de vitimas.
Disse também que minha observação estava correta e que ali ainda existiam alguns monges responsáveis por todo o massacre e eram elas as entidades que eu vi se alimentando de todo o sofrimento.
Fizemos então um novo relaxamento para nos libertar de todas measmas que poderiam ainda estar impregnadas em nosso perispirito. Foi como se um peso enorme fosse retirado de minhas costas. Até comentei com uma amiga do curso que estava me sentindo tão bem que a vontade era ficar e dormir ali mesmo, rs.
Retornei para casa muito feliz por termos realizado uma tarefa tão especial de socorro a entidades sofredoras e também por perceber que a cada semana minha mediunidade vem não só crescendo, mas também se afinando com todo o grupo.

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